Curativo líquido pode acelerar cicatrização de feridas em até 50%
São Paulo -SP

Curativo líquido pode acelerar cicatrização de feridas em até 50%

Colab SP Setembro 20, 2026 2 min read

Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp desenvolveram um curativo líquido que pode reduzir o tempo de cicatrização de feridas em até 50%. A nova tecnologia, que cria uma película protetora sobre o ferimento em apenas 45 segundos, visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes, evitando desconfortos comuns associados aos curativos tradicionais.

Desvantagens dos curativos tradicionais

Os métodos convencionais de tratamento de feridas, como gazes e fitas adesivas, podem causar dor durante a troca e até mesmo danificar o tecido em recuperação. Além disso, a manipulação frequente e o contato com água durante o banho aumentam o risco de infecções, dificultando a cicatrização.

O professor Rubens Maciel Filho, que coordenou a pesquisa, destaca que o curativo líquido elimina a necessidade de contato físico com a ferida. "Estamos criando um filme inteligente que interage bem com a pele, criando uma barreira contra agentes externos e acelerando a cicatrização", explica.

Inovação e fabricação sustentável

A tecnologia utiliza um polímero altamente biocompatível, mas um desafio anterior era a necessidade de solventes tóxicos para sua aplicação. A equipe da Unicamp desenvolveu um sistema de solventes renováveis e atóxicos, permitindo que o curativo seja aplicado diretamente na pele. Ao secar rapidamente, ele forma uma estrutura 3D que suporta a regeneração celular.

Ana Flávia Pattaro, uma das pesquisadoras, ressalta a importância dessa inovação. "Encontramos uma forma de solubilizar o polímero sem toxicidade, o que é um diferencial em nível mundial", afirma. Essa tecnologia também é eficaz em áreas de dobras e articulações, mantendo a mobilidade do paciente e permitindo a realização de atividades diárias.

Potencial para saúde animal

Os pesquisadores identificaram que a nova tecnologia pode ser aplicada também ao tratamento de feridas em animais, superando as limitações dos métodos tradicionais. A aplicação é similar à utilizada em humanos, garantindo boa aderência e resistência à água.

A tecnologia já passou por testes de escalonamento, e o professor Rubens Maciel Filho afirma que os equipamentos desenvolvidos permitem uma produção ágil e com custo competitivo. O projeto contou com o apoio da Fapesp e suporte estratégico da Inova Unicamp para licenciamento.

Com informações de Sp

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