Connect with us

Mundo

Refood de Famalicão enfrenta desafios com aumento dos preços de combustíveis

Aumento nos custos de transporte impacta a operação da Refood na região.

Published

on

Refood de famalicão com limitações por causa do aumento do preço dos combustíveis

A Refood, uma organização dedicada à distribuição de alimentos, está sentindo os efeitos do recente aumento nos preços dos combustíveis, o que tem elevado os custos operacionais das viaturas utilizadas nas suas atividades em Vila Nova de Famalicão. O fundador do movimento, Hunter Halder, relatou à Lusa que o núcleo local, que conta com quatro veículos a diesel, viu suas despesas com combustível aumentarem em cerca de 40%.

Impacto financeiro nas operações

Com 69 núcleos espalhados pelo país e um total de aproximadamente 35 veículos, a Refood depende também dos carros pessoais dos voluntários, que arcam com os custos de deslocação. Hunter Halder comentou de forma irônica que "os voluntários de Refood pagam pelo privilégio de fazer voluntariado", ressaltando que o aumento nos preços dos combustíveis impõe um ônus adicional àqueles que realizam as coletas sem remuneração.

Desafios para o núcleo local

A voluntária Ângela Gomes, do núcleo de Vila Nova de Famalicão, destacou que os custos com as viaturas, incluindo manutenção e combustível, representam a maior despesa da operação, que conta com cerca de 250 voluntários e realiza coletas junto a 35 parceiros. A Refood atende, em média, 150 famílias, o que equivale a cerca de 500 pessoas, e faz entregas diariamente em toda a região.

Ângela alertou que, caso uma coleta seja cancelada, os alimentos que deixariam de ser recolhidos podem ser desperdiçados. Além disso, se as entregas às famílias forem interrompidas, essas pessoas ficarão sem o alimento necessário. A instituição recebe um apoio anual da Câmara Municipal, que foi reduzido este ano, levando os gestores a considerar possíveis ajustes nas rotas de coleta.

Apesar de garantir que as famílias atualmente atendidas não serão abandonadas, a voluntária admitiu que o núcleo não consegue mais aceitar novos pedidos que exijam deslocações para regiões mais distantes dos trajetos já estabelecidos. Ela também mencionou que novos pedidos de assistência chegam semanalmente e defendeu a necessidade de criar apoios específicos para as organizações que dependem de combustíveis para manter suas operações.