Universidade do Minho desenvolve sistema de IA para irrigação de olivais
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Universidade do Minho desenvolve sistema de IA para irrigação de olivais

Fyno setembro 21, 2026 2 min read

Uma equipe da Escola de Ciências da Universidade do Minho está criando um sistema de inteligência artificial (IA) para analisar e prever as necessidades hídricas dos olivais. O projeto, que visa melhorar a eficiência da irrigação, está em desenvolvimento até 2028.

Funcionamento do sistema

De acordo com a universidade, o sistema utiliza dados de sensores instalados no solo, que monitoram a umidade e as condições climáticas, para sugerir o momento e a quantidade ideal de água a ser liberada pelo sistema de irrigação gota-a-gota.

Os agricultores poderão gerenciar tudo por meio de um aplicativo, acessível em dispositivos móveis e computadores. Mesmo sem a instalação de sensores, será possível receber recomendações com base em informações coletadas de estações meteorológicas e imagens de satélite.

Impacto das alterações climáticas

As oliveiras têm enfrentado desafios devido às mudanças climáticas e longos períodos de seca, o que pode comprometer sua produção e qualidade. A universidade destaca que o novo sistema permitirá aos agricultores prever as necessidades hídricas, elaborar planos de irrigação eficientes e entender melhor os nutrientes necessários para as plantas, contribuindo para uma produção mais sustentável.

Cecília Coelho, coordenadora do projeto no Centro de Matemática da ECUM, explica: 'Quem não quiser adquirir os sensores poderá utilizar o software, pois uma estação atmosférica local será instalada'.

Parcerias e financiamento

O projeto conta com a colaboração de parceiros como a Associação de Agricultores do Vale da Vilariça e a empresa Sementinteligente. O financiamento totaliza 280 mil euros, proveniente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da Fundação 'la Caixa' e dos parceiros envolvidos.

Atualmente, a equipe já coletou dados em uma propriedade na localidade de Vilarelhos, no Vale da Vilariça. As informações obtidas, seja por sensores, satélites ou modelos de IA, serão disponibilizadas online, com a expectativa de que o sistema possa ser expandido para outras regiões de Portugal e da Espanha.

O objetivo final é tornar a produção de azeitonas mais eficiente, beneficiando não apenas os agricultores, mas também as economias locais e os consumidores.

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