Luís Montenegro afirma que não será o pai da austeridade em Esposende
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Luís Montenegro afirma que não será o pai da austeridade em Esposende

Fyno setembro 19, 2026 3 min read

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, declarou nesta quinta-feira que não se tornará "o pai da austeridade". Durante uma visita a Esposende, ele enfatizou que o Governo não adotará medidas facilitistas que poderiam resultar em um aumento dos custos financeiros para o país.

Compromisso com a responsabilidade fiscal

Montenegro alertou que, se as contas públicas forem desequilibradas, isso poderá encarecer o dinheiro. "Se nós desequilibrarmos as contas, se nós formos demasiado voluntaristas e facilitistas, o dinheiro vai ficar mais caro. E se o dinheiro ficar mais caro, é preciso pagá-lo", explicou o primeiro-ministro. Ele fez essas declarações após uma cerimônia em homenagem aos ex-ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins.

O primeiro-ministro destacou que a situação econômica de Portugal está, em geral, mais favorável. Ele reafirmou que não trocaria essa condição por propostas que poderiam levar a sacrifícios futuros, referindo-se a políticas de austeridade do passado. "Eu não vou ser o pai da austeridade, não vou mesmo", garantiu.

Apoio aos combustíveis e aumento de renda

Em relação aos preços dos combustíveis, Montenegro mencionou que o Governo está oferecendo um apoio de cerca de 25 cêntimos por litro aos cidadãos e 35 cêntimos a setores específicos. Este suporte, combinado com outras medidas, deverá totalizar cerca de 2.300 milhões de euros até o final do ano, conforme informado pelo primeiro-ministro.

Montenegro também enfatizou o compromisso do Governo em aumentar o rendimento da população, citando a redução do IRS pela quinta vez e a concessão de um suplemento extraordinário aos pensionistas pelo terceiro ano consecutivo. Essas ações visam promover o crescimento econômico e a valorização dos salários, mantendo o equilíbrio das contas públicas.

Desafios e concorrência internacional

O primeiro-ministro observou que o Governo não deve criar ilusões sobre a capacidade de eliminar aumentos de preços resultantes de fatores externos, como conflitos e incertezas no comércio internacional. Em resposta a perguntas sobre a diferença nos preços dos combustíveis entre Portugal e Espanha, Montenegro reconheceu os desafios enfrentados pelo país, mas reafirmou seu compromisso com a competitividade. "Eu não troco Portugal pelo país que fica de lado lá da fronteira", concluiu.

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